Bombinhas aposta na Inovação para melhorar a qualidade do ensino

Inovação é uma das diretrizes estratégicas do Plano Municipal de Educação

Bombinhas não terá a qualidade da educação de que precisa – e que os estudantes tem direito – apenas com melhoras incrementais. A inovação é uma estratégia  do município para o cumprimento dos direitos de aprendizagem, e consta da agenda política da educação do município, inscrita inclusive no Plano Municipal de Educação.

Inovação está contida na visão e nos valores da rede municipal de ensino

Inovação está contida na visão e nos valores da rede municipal de ensino

É sabido que não se chega a um lugar de excelência e qualidade para todos apenas fazendo mais do mesmo. É preciso fazer mais e melhor.

Desde o início deste ano, A Secretaria de Educação vem promovendo a reflexão na rede de ensino sobre a importância da inovação. Como parte central da estratégia de inovação, foi criado o Laboratório de Inovação em Tecnologia e Metodologia em Inovação Educacional.

Inovação é uma Diretriz Estratégica do Plano Municipal de Educação de Bombinhas.

Inovação é uma Diretriz Estratégica do Plano Municipal de Educação de Bombinhas.

O Laboratório de Inovação abriu espaço na agenda para a importância da inovação em educação. Além de infraestrutura tecnológica, o Laboratório abrigará e apoiará várias iniciativas inovadoras dos professores da rede.

A ideia é fomentar o processo de inovação educacional nas escolas. Além de ferramentas tecnológicas, serão ofertadas aulas de reforço para estudantes, capacitações para professores e processos de avaliação on-line. Apesar da ênfase no uso da tecnologia, o laboratório pretende abrir espaço para metodologias pedagógicas inovadoras, não necessariamente ancoradas na tecnologia.

Projeto Mais Matemática – Entre as ações que estão em curso e que contarão com o apoio do Laboratório está o Projeto Mais Matemática.

Objetivo do Projeto Mais Matemática é inovar para melhorar o aprendizado em matemática

Objetivo do Projeto Mais Matemática é inovar para melhorar o aprendizado em matemática

O objetivo do projeto “Mais Matemática” é inovar para melhorar o aprendizado em matemática, e além da Olimpíada, várias outras ações estão em andamento, como o uso da plataforma Khan, o acompanhamento e premiação para os melhores estudantes da Olimpíada Brasileira de matemática – OBMEP e capacitações para professores no uso de ferramentas tecnológicas.

Projeto Língua, Linguagens & (Con)Textos – Ensinar a escrita, escrever e aprender com as infinitas possibilidades que o mundo da escritura oferece é a proposta do Projeto Língua, Linguagens & (Con)Textos, que a Secretaria da Educação de Bombinhas se propõe a construir com os alunos e professores do Município.

olimp port-2

Projeto Língua, Linguagens & (Con)Textos quer desafiar a autoria, através da autonomia e instigar a imaginação, transformando a diversidade de idéias em (con)textos, que contemplem a pluralidade de estilos.

A missão do projeto é desafiar a autoria, através da autonomia e instigar a imaginação, transformando a diversidade de idéias em (con)textos, que contemplem a pluralidade de estilos. Além disso,  compreender os valores e a proficiência do ensinar pela escrita, aplicar atividades relacionadas com a escritura, avaliar os resultados dessas ações afirmativas.

Desde agosto, desse ano, professores e alunos da Rede Municipal de Ensino, de 5° a 9°s anos estão vivenciando os desafios de ensinar e aprender com a escrita, de despertar para a autoria e transformar ideias em contextos literários. O concurso despertou uma pluralidade de estilos e mais de 800 alunos estão escrevendo, em prosa ou poesia o que veem, observam, percebem e sentem sobre lugar onde vivem – Bombinhas. Suas impressões e registros históricos compõem a base da Olimpíada Municipal da Língua Portuguesa.

A Olimpíada, embora obedeça a um cronograma de eventos, consiste em todo um processo de ensino, de aprendizagem e de criação, que, mesmo em meio a uma série de atividades, não tem a pretensão de encerrar-se em ações preestabelecidas, pelo contrário, quer motivar a comunidade escolar, alunos e professores a permanente aprendizagem, apreensão e aquisição das normas, variações e infinitos contextos que permeiam a Língua Portuguesa e a sua conseqüente colaboração para a interpretação, a compreensão, reflexão e leitura das demais áreas do conhecimento e da própria Língua.

A etapa escolar já está praticamente cumprida, sendo seguida, em outubro, pela seleção municipal de textos. Em novembro, a Olimpíada terá cumprido sua tarefa e apontará alguns vencedores do concurso, como em toda competição desse porte, mas, certamente, afora os 15 finalistas, apontará inúmeros jovens autores, escritores competentes, com satisfatório desempenho linguístico, os quais estarão, suficientemente, motivados a participar de outros processos avaliativos que têm por objetivo transformá-los em cidadãos críticos e com autonomia no uso da sua língua brasileira, em favor do acesso a sua qualificação profissional e elaboração de um discurso competitivo e emancipador.

O evento integra o conjunto de ações planejadas para serem desenvolvidas ao longo da execução do Projeto Língua, Linguagens & (Con)Textos, um braço didático-pedagógico, da Secretaria Municipal da Educação, dirigido pelas professoras Karime Franzoi e Susana Pinheiro, e coordenado pela professora Maria Inês Amaral, o qual visa a manutenção e incentivo da qualificação do ensino da língua materna, voltado a processos de inovação desse ensino, que passam pela elaboração e aplicação de instrumentos avaliativos de caráter desafiador, provocador e instigador a serviço do proficiente manejo da língua padrão alcançando o universo diversificado de contextos que ela possibilita que sejam inventados, produzidos e reproduzidos.

Anúncios

Laboratório de Inovação em Tecnologia e Metodologia Educacional – Conceitos e Desafios

Bombinhas, agosto de 2014 – A inovação é um elemento-chave do mundo em que vivemos, e  é essencial pensar como é possível inovar em educação.

A Secretaria de Educação de Bombinhas apostou na ideia e abriu espaço na agenda educacional para o processo de inovação, como elemento central do processo de melhoria da qualidade educacional. Foi nesse contexto que foi imaginado a criação de Laboratórios de Inovação em Tecnologia e Metodologia Educacional nas Escolas do município.

A proposta do Laboratório se desenhou a partir de importante reflexão sobre o processo de busca pela qualidade. O debate sobre a busca da qualidade jogou luz em  várias questões, que são objeto de reflexão coletiva com a rede municipal de ensino, a partir de sua prática:

  • Como reconfigurar espaços de aprendizagem que favoreçam o conhecimento mais profundo e o desenvolvimento das habilidades essenciais para o mundo do século XXI?
  • Como projetar ambientes de aprendizagem que proporcionem condições efetivas para que os estudantes possam prosperar no século 21?

Além disso, a proposta do Laboratório agregou vários conceitos, que estruturaram sua proposta. A ideia de aprender fazendo e estar aberto ao processo de inovação a partir de ação norteia o projeto desde a sua gênese.

Inovação educacional, definida como qualquer mudança dinâmica que tenha como objetivo agregar valor aos processos educacionais que promovam resultados mensuráveis em termos de desempenho educacional.

Liderança, fator essencial para direcionar mudanças de paradigmas e para sustentá-las, e para garantir que a aprendizagem permanece no centro do processo de inovação. Isso requer visão, mas também design e estratégia para implementá-lo.

Educação Permanente, entendida aqui como desenvolvimento profissional das equipes de aprendizagem é fundamental para buscar os conhecimentos e desenvolver as habilidades necessárias para orquestrar as atividades de ensino e aprendizagem, a forma de conteúdo e recursos de aprendizagem, e tornar-se permanente o processo de melhoria do processo.

Avaliação, como eixo necessário para o processo de verificação de aprendizagem e validação das técnicas e metodologias desenvolvidas. Informações sobre a aprendizagem que ocorre devem ser constantemente elemento de feedback para as diferentes partes interessadas, e nas estratégias de revisão de estratégias e de reflexão para a promoção de inovação.

Fortalecimento de parcerias, já que o ambiente de aprendizagem contemporânea deve desenvolver fortes ligações com outros parceiros, de modo a estender suas fronteiras, recursos e espaços de aprendizagem, trazendo como parceiros a comunidade local, empresas, instituições culturais, e outras instituições educacionais, inclusive de ensino superior.

Dessa forma, é fundamental transformar a Rede Municipal de Ensino de Bombinhas também numa grande rede de aprendizagem organizacional, onde os parceiros mais importantes são exatamente aqueles mais próximos, ou seja, o professor da sala de aula ao lado, a escola mais próxima, e o município como um todo.  É preciso forjar sinergias através de redes e comunidades de prática. Para inovar e para sustentar a mudança é preciso superar o isolamento através do trabalho com os diferentes atores da comunidade escolar.

Por tudo isso o LITEM adotará as seguintes estratégias:

  1. Aprendizagem personalizada: Cada estudante recebe aprendizado personalizado em acordo com seu itinerário e tempo formativo;
  2. Disponibilidade de diversas fontes de conhecimento: Os alunos podem adquirir conhecimento, sempre que precisar de uma variedade de fontes: livros, web, etc.
  3. Aprendizagem em grupo colaborativo: Os alunos aprendem juntos e colaborativamente em projetos autênticos;
  4. Avaliação para a compreensão mais profunda dos processos de inovação – Os testes devem avaliar a compreensão mais profunda dos alunos, na medida em que o seu conhecimento é integrado, coerente e contextualizado

Da mesma forma, o LITEM buscará desenvolver as seguintes competências, sem prejuízo de outras,  essenciais ao mundo complexo em que vivemos:

  1. Gerar, processar e classificar informação complexa;
  2. Pensar de forma Sistêmica e crítica;
  3. Tomar decisões em cenários de realidade;
  4. Formular perguntas relevantes sobre distintos assuntos;
  5. Adaptar-se e Ser flexível ante informação nova;
  6. Ser criativo;
  7. Justificar e resolver Problemas do Mundo Real;
  8. Adquirir uma compreensão profunda de Conceitos Complexos;
  9. Produzir informação no mundo comunicacional e redes sociais;
  10. Trabalhar em equipe, desenvolver habilidades sociais e de comunicação;
  11. Estabelecer bases sólidas do processo de aprendizagem permanente, em busca de autonomia e empreendedorismo;
  12. Ser resiliente

A criação do Laboratório de Inovação em Tecnologia e Metodologia Educacional  – LITEM pela Secretaria de Educação de Bombinhas é uma aposta ousada de criação de espaços que possibilitem a experimentação e reflexão sobre esses e outros desafios, no âmbito da gestão escolar do município.

Lições da Logística da Guerra no Iraque

Li um interessante artigo na Harvard Business Review de novembro de 2003 (íntegra aqui). O artigo é escrito por Diane K. Morales (na época vice-subsecretária da Defesa dos EUA para a logística) e Steve Geary (na época integrante da equipe da vice-subsecretária adjunto de Defesa dos EUA para a logística). O artigo traça em linhas gerais algumas lições que a Guerra do Iraque trouxe para a logística de guerra e logística em geral.  Abaixo uma adaptação grosseira do artigo:

O líder experiente sabe que mesmo a estratégia mais brilhante é apenas tão boa como a sua execução (Diane K. Morales).

Em suma, os planos de batalha aparentemente promissores no quadro de planejamento podem ser desfeitos no cenário de guerra  por meio de operações desajeitadas ou por apenas um elo perdido na cadeia de abastecimento logístico.

Este foi o medo de setores do planejamento quando Tommy Franks delineou os planos de ataque para a Operação Iraqi Freedom. De acordo com a doutrina militar convencional, Franks deveria ter enviado mais de 250 mil soldados marchando através do Vale do rio Eufrates, apoiado por uma montanha de material (roupas, medicamentos, alimentos, combustível, e tudo o mais que uma linha necessita), que seguia por linhas seguras de abastecimento.

Em vez disso, Franks imaginou um enxame (a chamada Força Rápida), sensível, inteligente e capaz de identificar e remover as ameaças rapidamente. Trata-se de uma mudança estratégica análoga a realizada por muitas empresas nos últimos anos, em que a velocidade é mais importante que a massa/volume, sendo que tal mudança teve profundas implicações para a logística da operação.

Tornar a colaboração uma realidade

O ideal da chamada cadeia de suprimentos (Supply Chain) para a maioria das empresas é a colaboração verdadeira entre todos os atores que integram a gestão de logística (desde a saída do produto e durante  todo o caminho até o cliente, até mesmo dentro de suas operações).

Para o Departamento de Defesa Americano, o desafio era conseguir “operações combinadas”, com a integração dos quatro ramos das forças armadas. Até a Guerra do Golfo Pérsico em 1991, as forças americanas ainda estavam operando logísticamente em faixas separadas, como as diferentes divisões de uma grande corporação.

Para tornar as Forças mais dependentes uma das outras, e facilitar a comunicação entre elas, criamos uma única estrutura integrada e responsável pela logística. Isso significou que todas as forças terrestres na Operação “Iraqi Freedom”- usaram ​​uma rede de distribuição única.

Em grande parte, contamos com o apoio de um setor privado de fabricantes, distribuidores e fornecedores para fornecer todo o material necessário às forças combinadas com a velocidade necessária.   Estimamos  que mais de 85% de todo o material de sustentação da operação mudou-se para o teatro de operações em estruturas de distribuição civil.

Gerenciar o fluxo, e não o estoque

Líderes militares aprenderam uma lição dolorosa durante a Guerra do Golfo (1991). Planejadores pediram 60 dias de suprimentos a ser acumulado no teatro de Operações, antes do ataque ao solo. Descobriu-se que era possível empurrar essa quantidade enorme de material, mas literalmente não era possível ver o conteúdo dos contêineres, uma vez que estavam em trânsito ou no teatro.

O resultado foi muitos links quebrados na logística de abastecimento. Isso significou que material armazenado em mais de 40.000 contêineres, a metade dos suprimentos enviados para a região, nunca foi usado.

Ressalta que a experiência de uma verdade que logística comercial conhece bem: o estoque bem abastecido que não chegar onde ele é necessário não agrega valor ao processo.

A excelência da logística consiste em saber exatamente o que você tem, a condição e localização dos itens, se estão em ordem, em trânsito, ou no teatro de operações, e gerenciar o fluxo de material à luz das mudanças nos padrões de demanda e necessidades do cliente.

É um grande desafio, mas o DoD foi capaz de superá-lo. Mesmo os campos de batalha mais fluida têm pelo menos algum grau de previsibilidade. A chave é combinar esta previsibilidade com a adequada quantidade de suprimentos de reserva em uma linha de distribuição consolidada. O apoio adequado foi entregue, onde foi necessário, quando foi necessário, e os resíduos associados de suprimentos não utilizados foi evitado.

Vá com tecnologia

O maior desafio durante a Operação Iraqi Freedom foi manter a logística com forças que se movem rapidamente.

Não foi tanto a dificuldade e a capacidade de fornecer, mas localizar onde eles estavam se movendo.

Para superar esse desafio foi necessário uma combinação de tecnologias de informação. Cada unidade de combate foi equipado com transponders, permitindo que os líderes de combate e logística no Comando Central fossem capazes de rastrear o movimento das tropas em tempo real.

Da mesma forma, as etiquetas de identificação de radiofreqüência (RFID) foram anexadas em todos os recipientes de material de entrada em pontos de embarque. Essas tags foram rastreadas em todo o mundo e ao longo da linha das tropas. Esses dados foram integrados em um quadro operacional comum, o que permitiu a coalizão conseguir informações em tempo real em toda a cadeia de gestão logística.

O setor militar é muitas vezes um dos primeiros usuários de tecnologias que o setor comercial é ainda não explora em razão de limitação de custos e benefícios potenciais. A tecnologia RFID foi um bom exemplo disso, mas grande parte da implantação bem-sucedida desta tecnologia foi baseada em aplicativos e serviços disponíveis comercialmente. Durante a Operação Iraqi Freedom, os usuários autorizados, operando a partir de sistemas de computador seguros em locais remotos, puderam monitorar o fluxo de materiais pelos checkpoints críticos no Iraque. Esta e outras experiências semelhantes confirmou que as tecnologias de ponta comercial, selecionadas com prudência  e devidamente aplicadas, poderiam fornecer apoio a decisão de maneira rápida e confiável.

Esforços mais recentes do Departamento de Defesa foram projetados para promover economia, melhorar a eficácia e oferecer agilidade ao processo de gestão logística. Na Operação Iraqi Freedom, ampliou-se a capacidade de gerenciar a logística de forma mais eficaz, o que foi crucial para o sucesso da coalizão no campo de batalha.

Como disse o general Franks, “a velocidade mata … o inimigo.”

Facilitando a vida de quem usa transporte coletivo

A Metropolitan Transportation Authority de Nova York anunciou que dados de ônibus, transmitidos em tempo real a partir de transmissores de GPS estão disponíveis ao público de Nova York.

As informações podem ser obtidas de várias maneiras: em um mapa do google, por SMS e por QR code em cada parada. Veja mais sobre a experiência de NY aqui, aqui e aqui.

Em Boston também há essa facilidade, sendo que houve um esforço da Administração Pública em disponibilizar as informações em dados abertos (falarei mais sobre esse assunto  – dados abertos – em outra postagem, tão importante para o processo de transparencia e Accountability) para que desenvolvedores de aplicativos pudessem criar aplicativos  para iPhone, iPod Touch, dispositivos IPAD e Android, como o http://catchthebusapp.com

Com o aplicativo, é possível saber quando o ônibus vai estar na sua parada, usando rastreadores GPS em cada ônibus, salvar o seu ônibus preferido ou as paradas mais freqüentes para facilitar o acesso e ainda pesquisar paradas de ônibus em uma exibição Google Map, facilitando encontrar a parada mais próxima.

 

O desafio de facilitar a vida de quem usa transporte coletivo - Exemplos não faltam - na foto, o Transmilenio, de Bogotá!

O desafio de facilitar a vida de quem usa transporte coletivo - Exemplos não faltam - na foto, o Transmilenio, de Bogotá!

Paradas do ônibus que tuitam, contam histórias e informam quanto tempo falta para o próximo ônibus?

Sim, isso existe. mais precisamente na Noruega. São mais de 4000 paradas do ônibus que tuitam, gravam histórias e indicam o tempo que falta para o próximo ônibus via QR-Codes (saiba mais sobre QR Code aqui).

Uma empresa de transportes norueguesa, Kolumbus, utiliza QRcodes para permitir que os passageiros deixem histórias um para o outro. Quando um passageiro passa por qualquer uma das mais de 4.000 paradas de ônibus eles encontram um QR code, que quando digitalizada e conectada a um aplicativo do iPhone ou do Android, associa-os a informação sobre os horários, e permite deixar uma mensagem no ponto de ônibus.

Cada parada contém um código único, assim com a informação sobre os horários e os contos são específicos do site. Através do aplicativo, os passageiros podem deixar mensagens sobre experiências que tiveram na área,  anedotas sobre os lugares que vão ou deixar uma mensagem para um amigo ou familiar.

Além disso, cada vez que um ponto de ônibus é digitalizado, é possível ‘tuitar’ ao mundo que uma nova história foi deixada lá. Em essência, é uma mistura do Facebook e Foursquare de paradas de ônibus, onde os usuários deixam mensagens, estórias e memórias e, ao mesmo tempo ficam sabendo quanto tempo falta para o próximo ônibus.

AS QR Codes são geo-localizadas através de um mapa on-line , onde os participantes podem acompanhar seu objeto, mesmo que ele tenham passado.  O QRCode também pode atualizar os proprietários anteriores sobre o seu progresso através de um feed do Twitter ao vivo (que é único para cada objeto inserido no sistema).

A Kolumbus é uma empresa de transporte público do condado Rogaland, na Noruega, servindo o público com ônibus e vias de alta velocidade em barco nas áreas de Stavanger, Haugesund, e os os fiordes de Dalane e Jæren.

Em tempo: A Metropolitan Transportation Authority de Nova York anunciou que dados em tempo real a partir de transmissores de GPS em ônibus estão disponível ao público de Nova York.

As informações podem ser obtidas de várias maneiras: em um mapa do google, por SMS e por QR code em cada parada. Veja sobre a experiência de NY aqui, aqui e aqui. mas vou vazer mais adiante uma postagem específica sobre o uso dessa tecnologia nos Estados Unidos.

Mais estradas, menos congestionamento, certo? Errado!

Em termos de mobilidade urbana, a desorganização cobra seu preço. Um tempo atrás, o Christain Science Monitor publicou um artigo interessante sobre um dos temas mais interessantes da gestão da política de mobilidade urbana: o chamado Paradoxo de Braess.

Nesse artigo, o matemático Dietrich Braess provou uma tese polêmica e que deixaria muitos “especialistas de botequim” da área de transporte boquiabertos: às vezes, a construção de um novo caminho  – até mesmo um de alta velocidade – pode diminuir a velocidade do tráfego de toda uma região. (Veja a página da Wikipedia sobre o assunto)

Outro artigo que fala do assunto é o da Sightline Daily. Este não é realmente apenas um paradoxo no sentido estrito. É  uma daquelas coisas que quando faladas em uma campanha eleitoral, por exemplo,  soa completamente implausível, mas ainda assim a tese é totalmente verdadeira.

O inverso é igualmente verdadeiro: por vezes, o fechamento de uma via pode acelerar o tráfego de uma determinada região.

A cidade de Seul, na Coréia, por exemplo, identificou uma rodovia de alta capacidade que tinha essa estranha propriedade.(veja mais sobre este caso aqui). A cidade acabou com a rodovia e – quase como mágica – os congestionamentos diminuíram, e o ambiente urbano ficou sensivelmente melhor com a urbanização feita no lugar da rodovia.

Segundo os pesquisadores, outras cidades poderiam se beneficiar da mesma abordagem.  Um artigo dos pesquisadores Hyejin Jeong, do Departmento de Física da Korea Advanced Institute of Science and Technology, e Michael T. Gastner, do Departamento de Ciência da Computação da Universidade do Novo Mexico trata do assunto.

O artigo destacou um estudo intitulado” O Preço da Anarquia nas Redes de Transporte “, que aborda alguns exemplos reais de cidades que podem se beneficiar seguindo o exemplo de Seul.

Segue um trecho interessante do artigo :

A Sociedade tem que pagar um preço de anarquia para a falta de coordenação entre seus membros. Aqui nós avaliamos esse preço de anarquia, analisando os tempos de viagem em redes de estradas de várias cidades grandes. Nossa simulação mostra que os motoristas descoordenados possivelmente desperdiçam uma quantidade considerável de seu tempo de viagem.  Assim, bloquear certas ruas parcialmente pode melhorar as condições de tráfego.

Os autores definem o “preço da anarquia”, como a diferença entre o “ótimo social” (o melhor desempenho possível do sistema viário, se todos cooperarem) e do “equilíbrio de Nash” (perfermance do mundo real, em que todos os atos  em seu próprio interesse, sem nenhuma consideração real para o bem comum). É, essencialmente, a quantificação de uma falha de mercado, em que as decisões individuais racionais levam a resultados ridiculamente irracional. (parênteses meu: “falha de mercado? Quer dizer que o mercado pode falhar? rsrs)

Os autores utilizaram alguns, mas não muito complicados métodos, para calcular o “preço da anarquia” nas redes rodoviárias de Londres, Nova York e Boston.

E descobriram que a anarquia pode aumentar o tempo de viagem em até trinta por cento.

Aparentemente, quando as pessoas lotam os percursos mais rápidos, e então eles podem diminuir de viagem para todos.

Tão importante quanto isso, os autores identificam ruas específicas que, se eliminadas, poderiam reduzir o “preço da anarquia” e melhorar os tempos de viagem.

No mapa de Londres (veja as imagens no artigo), as linhas pretas são as rotas negativas: fechá-las aos carros pode significar, de acordo com a pesquisa, que o tráfego vai melhorar! As linhas vermelhas são as vitais: fechar as linhas vai significar um tráfego muito pior. Ruas azuis – a grande maioria – pode ser cortada com nenhuma mudança significativa no tempo de viagem.

Basta pensar: uma análise cuidadosa de tráfego matemático considera que a maior parte das artérias urbanas são mais ou menos irrelevante para o tempo de viagem em geral.

Os autores também analisaram Manhattan e em Boston, com resultados bastante semelhantes.

Esta pesquisa na minha avaliação,  ajudam a desconstruir a idéia de que o único caminho bom para tornar o tráfego mais rápido é construir mais e cada vez maiores estradas mais largas, com grandes e caros viadutos. E vai ao encontro de uma discussão política mais ampla, numa linha próxima a das Cidades Educadoras, que é tratada pelo Blog do Fachini: – Afinal de contas, que cidade queremos para nós e nossos filhos?

Tecnologia e a questão urbana – dois exemplos

Nesta última viagem que fiz a foz do Rio da Prata (Montevideo, Punta del Este e Buenos Aires), talvez pela aproximação com o tema, meu radar alcançou alguns bons exemplos de uso da tecnologia na questão urbana.

O primeiro exemplo foi a possibilidade chamar os taxis através de SMS de telefones celulares em Montevideo.

Além da objetividade e rapidez, a ação  garante acessibilidade as pessoas com deficiência auditiva.

Outro exemplo foi inclusão das praças de Buenos Aires no Facebook. Com essas páginas, se observa a aproximação da comunidade local com tais praças, e novamente a agilidade na obtenção de informações sobre a necessidade de reparos, da agenda cultural e esportiva de tais espaços, proporciona aproximação.

Plaza Intendente Alvear (em frente ao Cemitério da Recoleta em Buenos Aires) no Facebook!

Esses dois pequenos e simples exemplos dão contorno para a revolução que o uso das tecnologias está proporcionando na vida cotidiana das pessoas.