Comissão propõe criação de pactos sociais pela educação de qualidade

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Li e reproduzo interessante relatório da Comissão para a Educação para Todos. A Comissão para a Educação de Qualidade para Todos é uma iniciativa inovadora de grande abrangência do Diálogo Interamericano, criada para apoiar uma mudança educativa profunda na América Latina por meio da mobilização dos setores público e privado, dos meios de comunicação e da sociedade civil. Presidida pelos ex-presidentes Ernesto Zedillo, do México, e Ricardo Lagos, do Chile, e integrada por doze líderes latino-americanos, a Comissão iniciou seu trabalho durante o Fórum Sol Linowitz do Diálogo Interamericano, em novembro de 2014.

Em agosto de 2016, o Diálogo Interamericano lançou o relatório “Construindo Educação de Qualidade: Um Pacto com o Futuro da América Latina”, que resultou dos trabalhos dessa Comissão.

Por mais de duas décadas, o Diálogo tem enfatizado a importância da educação para o desenvolvimento da região e feito contribuições importantes em relação ao tema. A Comissão representa a continuidade desses esforços. A missão da Comissão é elevar o perfil da baixa qualidade da educação na América Latina e propor uma agenda para a mudança educativa que desperte o interesse e o compromisso de todos os atores relevantes. Além de estimular a reflexão, a Comissão busca promover alianças entre setores, identificar os progressos realizados nos últimos anos e oferecer uma série de recomendações práticas que sirvam como ponto de partida para a transformação educativa que a região tanto precisa.

Este relatório está dividido em três partes. Primeiro, apresenta um panorama do estado atual da educação na América Latina. Segundo, analisa seis áreas prioritárias para melhorar a qualidade educativa. E, terceiro, propõe a criação de um pacto social que gere uma transformação profunda e sustentável nos sistemas educativos da região. Este esforço é resultado do Programa de Educação do Diálogo, que tem como objetivo melhorar a qualidade educativa e impulsionar o desenvolvimento de habilidades em toda a América Latina.

O desenvolvimento com equidade e democracia requer que todas e cada uma das crianças latino-americanas recebam uma educação de qualidade. A América Latina tem feito importantes progressos ao expandir a cobertura de seus sistemas educativos, reservando uma proporção crescente dos orçamentos públicos para tornar isso possível. No entanto, e apesar dos importantes esforços realizados, os déficits de aprendizagem continuam sendo alarmantes. Os resultados de exames de aprendizagem nacionais e internacionais demonstram que a América Latina está ficando para trás, não apenas em comparação com o resto do mundo, mas também em relação aos nossos próprios padrões. Em uma era de crescente globalização e mudança tecnológica acelerada, as lacunas educativas representam um desafio vital para as economias e sociedades da região.

Neste relatório, são propostas reformas em seis áreas consideradas fundamentais para transformar os sistemas educativos da região: 1) a educação infantil; 2) a excelência docente; 3) a avaliação de aprendizagens; 4) as novas tecnologias; 5) a relevância da educação e (6) o financiamento sustentável. Em cada uma dessas áreas, explorou-se onde se encontra a América Latina atualmente e, com base nas melhores evidências internacionais disponíveis, discutiu-se o que pode ser feito para que os países da região alcancem seu potencial educativo.

O relatório propõe uma série de reformas que não são simples. Estas reformas requerem recursos humanos e financeiros, compromisso político e persistência ao longo do tempo para que deem bons resultados. A mudança deve dar espaço para experimentar, avaliar e adaptar segundo as necessidades de cada país. Além disso, requer altos níveis de consenso e participação social, incluindo os educadores, os estudantes e as famílias. Por isso, foi proposta a criação de pactos sociais pela educação de qualidade que transpareçam os objetivos das reformas, fixem metas e recursos e estabeleçam um mecanismo de responsabilidade mútua. A ideia é promover estratégias a longo prazo que transcendam diferentes governos, estabelecendo mecanismos que assegurem que os acordos sejam traduzidos em ações concretas e ofereçam o tempo suficiente para obter os resultados requeridos.

Link para a Commission for Quality Education for All.

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Mulheres no Poder – América Latina

Num momento em que as mulheres da América Latina vão conquistando o  aumento da participação na política, chegando em vários países ao posto máximo da República, fui buscar na história alguns primeiros movimentos das mulheres em direção ao poder.

Na verdade, a primeira governante das américas foi D. Beatriz de la Cueva, Governadora Geral da Capitania da Guatemala no distante ano de  1541. Dona Beatriz de la Cueva, tornou-se governadora da Guatemala, após a morte em combate de seu marido, D. Pedro de Alvarado, após ser escolhida por altos funcionários e soldados na capitania da Guatemala, quando estes receberam a notícia da morte em combate de Alvarado. Ficou a frente do cargo pouco tempo, inclusive redebendo o título de “La sin ventura”, pela falta de sorte. A primeira mulher que governou na América, morreu pouco tempo depois com meninas em sua comitiva que acompanhou o colapso da capela onde estava rezando, em Antigua, antiga capital da Guatemala, na destruição da Ciudad Vieja por uma inundação repentina do vulcão Agua (algumas fontes históricas falam que sua morte se deu apenas 40 horas depois de sua posse, outras fonte falam em dias e outras em dois meses depois).

E para não citar apenas esse caso pitoresco, deixo registrado alguns outros casos emblemáticos da chegada das mulheres ao poder na América Latina.

Argentina  I- María Estela Martínez, conhecida como Isabelita Perón, foi a primeira mulher que ocupou a presidência da República Argentina. Isabelita tornou-se presidente após a morte de seu marido, que havia sido eleito numa chapa denominada Perón-Perón, pois ela era candidata à vice-presidência. Perón morreu em 1 de julho de 1974 e Martínez assumiu o cargo este mesmo dia.

Argentina II – Cristina Elisabet Fernández de Kirchner foi senadora pelas províncias de Santa Cruz e Buenos Aires, e atualmente é presidente de seu país. De 25 de maio de 2003 a 10 de dezembro de 2007 foi também primeira-dama, pois é viúva do ex-presidente Néstor Kirchner, ao qual sucedeu no governo do país latino. Em 28 de outubro de 2007 foi eleita 55ª presidente da Argentina, a primeira mulher eleita pelo voto direto, no país, sendo reeleita em 2011.

Bolívia – Lidia Gueiler Tejada foi a segunda sulamericana a assumir uma presidência. Lidia foi a presidente interina da Bolívia entre 1979 e 1980. Lidia Gueiler Tejada foi presidente de seu país entre 16 de novembro de 1979 e 17 de julho de 1980.

Brasil – Antes da histórica eleição de Dilma Roussef, marco no país, tivemos o caso da regencia de Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon, mais conhecida como Pricesa Isabel. Isso que ela ainda foi a Foi a terceira chefe de Estado e chefe de governo brasileira após sua avó D. Leopoldina e sua trisavó Dona Maria I. Aos 24 anos, a princesa Isabel não havia mostrado a mesma vocação para o poder que a bisavó Carlota Joaquina, nem mesmo a da avó Leopoldina que, nos bastidores, tinha participado da Independência.

Costa Rica – Laura Chinchilla Miranda foi eleita presidente da Costa Rica em maio de 2010.

Chile – Michelle Bachelet Jeria foi a primeira mulher eleita presidente do Chile, cargo que ocupou entre 2006 e 2010. Foi presidente da República do Chile, e, desde 23 de maio de 2008, é também presidente da União de Nações Sul-Americanas. Membro do Partido Socialista do Chile, ocupou o lugar de ministra da Saúde no governo de Ricardo Lagos, entre 2000 e 2002, e posteriormente o cargo de Ministra da Defesa, tendo sido a primeira mulher a exercer este cargo na América Latina. Foi eleita presidente do Chile em 2006, para um mandato de quatro anos, sucedendo ao ex-presidente Ricardo Lagos.

Domínica – Dame Mary Eugenia Charles atuou como primeira-ministra do pequeno país da Domínica, situado entre o Mar do Caribe e o Oceano Atlântico Norte, no meio do caminho entre Porto Rico e Trinidad e Tobago, de 1980 a 1995.

Guiana – Janet Jagan. Esposa de Cheddi Jagan, ex-primeiro-ministro e ex-presidente da Guiana, de tendência marxista. Seguindo o passos do Partido Progressista do Povo, Janet foi presidente entre 1997 e 1999. Antes de ser presidente, Janet foi vice de seu marido, Cheddi Jagan. Com a morte de Cheddi em 1997 Janet assume o governo provisório da Guiana.

NicaraguaVioleta Barrios de Chamorro. Viúva de Pedro Joaquín Chamorro, opositor ferrenho do ditador Anastasio Somoza, foi eleita presidente em 1990, derrotando os sandinistas liderados por Daniel Ortega. Em 1997, foi substituída por Arnoldo Alemán.

Panamá – Mireya Elisa Moscoso Rodríguez de Arias atuou como presidente do Panamá, entre 1999 e 2004, pelo partido Panameñista, liderado por ela desde 1991.

Fotografia – Flickr (mais de 2 mil acessos)

Em 26 de junho de 2009 adicionei a primeira foto no Flickr. Assim, 2 anos e meio, 178 fotos e 2.231 visualizações depois, apresento as 10 fotografias mais visualizadas na minha galeria pessoal do Flickr.

Esplanada dos Ministérios

#1: Esplanada dos Ministérios

Vista da Esplanada dos Ministérios.

Lago Atitlan - Guatemala

#2: Lago Atitlan – Guatemala

O lago de Atitlán é um grande lago situado na Guatemala, no departamento de Sololá. É considerado o mais profundo dos lagos da América Central e estima-se que a sua profundidade máxima seja de 340 metros.

Cerro Monserrate - Bogotá

#3: Cerro Monserrate – Bogotá

Cerro de Monserrate é um dos mais importantes lugares de peregrinação de Bogotá desde o perído colonial.

Vulcão Água - Guatemala

#4: Vulcão Água – Guatemala

Os antigueños têm na ponta da língua a história do vulcão Agua, que em 1541 destruiu a Ciudad Vieja, região que abrigava a então capital da Guatemala, San Miguel Scobar.

Nova Basílica de Nossa Senhora Guadalupe - México

#5: Nova Basílica de Nossa Senhora Guadalupe – México

O Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe é um santuário católico dedicado à Virgem de Guadalupe localizado no Monte do Tepeyac, na Cidade do México.

Isla Pelikano - San Blas

#6: Isla Pelikano – San Blas

Caribe, areia branca, coqueiros, água cristalina, e indescritível beleza nesta ilha do Caribe Panamenho.

Velha Basílica Nossa Senhora Guadalupe - México

#7: Velha Basílica Nossa Senhora Guadalupe – México

O Santuário é composto de várias igrejas e capelas, dentre elas as duas basílicas de Nossa Senhora de Guadalupe, uma construída a partir de 1531, e outra já em 1974-1976.

Congresso Nacional

#8: Congresso Nacional

Vista noturna do Congresso Nacional.

Bandeira de Santa Catarina

#9: Bandeira de Santa Catarina

Bandeira de Santa Catarina hasteada no Centro Sul de Florianópolis – SC.

Manaus IV

#10: Manaus IV

Ao fundo, uma ponte que está sendo construída sobre o Rio Negro, ligando Manaus ao município vizinho de Iranduba.

Mega Cidades e o Desafio Logístico

Antes de falar sobre os desafios específicos de logística que as empresas globais enfrentam em Mega Cidades nos mercados emergentes do mundo, vamos definir apenas o que é uma mega-cidade.

Atualmente, em todo o mundo existem cerca de 44 cidades que tem mais de 10 milhões de habitantes. Pessoas nestes mercados representam cerca de 15 por cento do PIB global, e as pessoas nessas cidades ganham per capita geralmente cerca de 80 por cento a mais  que as pessoas nas áreas rurais.

Onibus Acapulco - México

Mega Cidades de países emergentes são o tipo de ambientes complexos que a maioria das grandes multinacionais não estão acostumados a lidar. Essas cidades já representam uma importantes parte do PIB, e vão continuar a crescer podendo duplicar de taamnho nos  próximos 15 anos. Qualquer empresa que pense no futuro, e queira investir nos mercados emergentes, precisa compreendê-las e ser muito consciente sobre os aspectos singulares dessas cidades.

Onibus Panajachel - Guatemala

Um ponto a ser destacado é o fato de serem cidades com grande densidade populacional. Isso cria muitos problemas  diferentes daqueles que as empresas do mundo desenvolvido estão habituadas a lidar. A densidade das Mega Cidades se traduz quase automaticamente em  congestionamento das vias públicas.  Outro ponto é a infraestrutura de mobilidade. Se quiser chegar a esses clientes, não só é preciso entrar nesses ambientes, como se movimentar nele. Então, como planejar a logística neste ambiente é um fator chave para o sucesso.

Outro problema de logística nas Mega Cidades é de distribuição: é preciso saber chegar em pontos de venda muito menores. Vielas, trilhas, caminhos, ruelas, pinguelas, os caminhos se assemelham ao de burgos da Idade Média. Como fazer para chegar a essas pequenas lojas?

Onibus Bogotá - Colombia

Assim, o que vale para as cidades do mundo ocidental capitalista desenvolvido não vale para a Mega Cidades dos Mercados Emergentes.

E para ilustrar a postagem, algumas imagens do autor,  de coloridos e animados meios de transporte público de cidades latinoamericanas (Acapulco – México,  Antígua – Guatemala e Bogotá – Colômbia).

Galeria de Alexandre André dos Santos

Arte em MirafloresIgreja de Miraflores próximo ao Parque DomodossolaLa Punta - CallaoForte Real FelipeIgreja de Santo Domingo Igreja de San Francisco
Palacio de GovernoPalácio de GovernoCatedral de LimaPalácio de Governo - interiorPalácio de Governo - interiorSimbolo do Perú
Catedral de Lima - InteriorIgreja de MirafloresMobilidade urbana em LimaLarcomarfarol
Praça do Cruzeiro, Memorial JK e Torre de TV em Brasília

Para comemorar mais de 2 mil visualizações no Flickr!!!!

Atividade no Vulcão Pacaya

Quando subi o vulcão Pacaya, na Guatemala, em dezembro de 2009, senti a força e o poder da natureza em estado bruto. Nada como encontrar as forças da natureza para reposicionar sua visão diante do mundo. Tenho um encantamento com a observação das forças da natureza, e nada é tão demonstrativo dessa força quanto a atividade vulcânica.

Uma ideia do que foi a subida do Cone do Vulcão Pacaya, na Guatemala, em dezembro de 2009. Foto: Alexandre André dos Santos

Na Guatemala, pelo menos duas pessoas morreram em consequência da entrada em atividade do vulcão Pacaya, neste última semana, incluindo um repórter de TV que cobria a erupção. Outras 50 pessoas ficaram feridas, quando o Pacaya começou a expelir lava, pedras e detritos. Três crianças estão desaparecidas.

O vulcão Pacaya, o mais ativo da América Central, está a cerca de 50 quilômetros da capital e a 2.552 metros do nível do mar, e é um vulcão de tipo stromboliano.

Tipos de vulcões

Agrupam-se em quatro tipos, segundo a fluidez, a temperatura da lava, a quantidade de gases e materiais sólidos que projectam:

– Hawaiano (típico das ilhas do Hawai) – A lava é muito fluida e normalmente não projecta sólidos formando-se a Pedra-Pomes. É um tipo de vulcão efusivo, pois a erupção não é muito forte.

– Stromboliano (típico do vulcão Etna e da ilha Lípari, Stromboli) – Projecta gases e sólidos que muitas vezes acabam por cair na cratera. As descargas de lava são médias. Este também é um vulcão efusivo.

Descrição da composição termica do Vulcão Pacaya. Foto: Alexandre André dos Santos

– Vulcaniano (típico do vulcão Vulcano das ilhas Lípari) – Projecta gases e sólidos com grandes explosões por isso designa-se vulcão explosivo. Expulsa pouca lava que solidifica rapidamente tapando a cratera formando-se as cúpulas.

Peleano (típico do vulcão Pelada na ilha Martinica) – Projecta fumarolas e cinzas e depois explode pela alta concentração de gases. A lava é pouco fluída que forma sobre a cratera uma “agulha” que pode alcançar 400 metros. É considerado um vulcão explosivo.

Tuitada…

Postei no twitter fotos de vários aeroportos latinoamericanos em que estive na última viagem.

Aliás, estou devendo uma série mais robusta sobre esta última viagem, contando alguns detalhes e e imagens que valeram a pena.

Passei pela Colômbia, México, Guatemala e Panamá. Foram 35 dias caminhando e fotografando (mais de 4 mil imagens) culturas representativas das três Américas (México é America do Norte, não esqueçam!),  paisagens inesquecíveis,  e  muito mais…

No Flickr já tem um pouquinho de cada lugar, mas falta selecionar muitas fotos ainda…

Um Template às Segundas…

Toda segunda-feira vou mudar a imagem do cabeçalho do blog!

Esta primeira imagem é do Lago de Atitlán, na Guatemala. Este lago, situado no departamento de Sololá, é considerado o mais profundo dos lagos da América Central e estima-se que a sua profundidade máxima seja de 340 metros.

É famoso por ser considerado um dos mais belos lagos do mundo, como descreveu o escritor Aldous Huxley.

Estive em dezembro de 2009 na Guatemala e a visita ao lago foi impressionante! A beleza do lago e seus vulcões, e a intensidade da cultura maia presente em seus povoados foi marcante.